Mudanças entre as edições de "Bernardo Enzmann"

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Em Joinville, '''Bernardo Enzmann''', ou Johan August Urban, também conhecido por Augusto Urban Sênior, foi vereador da [[1899-1903 - 5ª Legislatura da Primeira República|5ª Legislatura da Primeira República]].  
Em Joinville, '''Bernardo Enzmann''' foi vereador da [[1899-1903 - 5ª Legislatura da Primeira República|5ª Legislatura da Primeira República]].  


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*'''5ª Legislatura da Primeira República (1899-1903):''' Recebendo 691 votos nas eleições de 1898, Enzmann foi eleito conselheiro.<ref name="KZ">Das Wahlresultat. Joinvilenser Zeitung, 16 de novembro de 1898.</ref>
*'''5ª Legislatura da Primeira República (1899-1903):''' Recebendo 691 votos nas eleições de 1898, Enzmann foi eleito conselheiro.<ref name="KZ">Das Wahlresultat. Joinvilenser Zeitung, 16 de novembro de 1898.</ref>
=Outros Mandatos=
==1º Substituto d Superintendente (Prefeito)==
'''Mandato 1903-1907:''' Em 1902, Procópio Gomes foi eleito superintendente municipal. Na ocasião, o próprio superintendente escolhia seus vices, ou substitutos, como se chamavam na época. Bernardo Enzamann foi escolhido para ser o 1º substituto, o que o fez estar à frente da cidade quando Procópio estava ausente.


=Informações Biográficas=
=Informações Biográficas=

Edição das 15h34min de 5 de novembro de 2024

Bernardo Enzmann
Augusto urban senior.jpg
Foto: Acervo da Família Urban.
Partido(s)
Legislatura 5ª legislaturas da Primeira República

Em Joinville, Bernardo Enzmann foi vereador da 5ª Legislatura da Primeira República.

Vereador

  • 5ª Legislatura da Primeira República (1899-1903): Recebendo 691 votos nas eleições de 1898, Enzmann foi eleito conselheiro.[1]

Outros Mandatos

1º Substituto d Superintendente (Prefeito)

Mandato 1903-1907: Em 1902, Procópio Gomes foi eleito superintendente municipal. Na ocasião, o próprio superintendente escolhia seus vices, ou substitutos, como se chamavam na época. Bernardo Enzamann foi escolhido para ser o 1º substituto, o que o fez estar à frente da cidade quando Procópio estava ausente.

Informações Biográficas

Imigração

De acordo com o site Familysearch, August Urban nasceu em 10 de dezembro de 1836, em Hermsdorf, Görlitz, Prússia.[2] August Urban residia em Görlitz, Prússia, antes de imigrar para o Brasil. Ele veio para cá em 1857, na embarcação Lucie Caroline.[3] O site da Família Urban, mantida por Vanessa Urban, contém as memórias de August no que se refere à viagem migratória:[4][nota 1]

Em 16 de Agosto de 1857 parti de Goerlitz para emigrar ao Brasil. Nosso navio, uma pequena brigue tinha apenas 65 passageiros a bordo, dos quais 3 apenas na cabine. O preço da passagem, quando paga integralmente, foi de apenas 65 Thaler. Pagamos 45 Thaler e emitimos uma Nota Promissória sobre 40 Thaler, pagáveis em 3 anos, com 5% de juros e com o compromisso de permanecer na Colônia Dona Francisca, pois todos estávamos com pouco dinheiro e viajamos mediante adiantamento. Eu possuía pouca roupa e um Shilling Hamburgues em dinheiro que vendi em São Francisco por 160 Réis. Assim entrei nesse país em 10 de novembro de 1857.

A Difícil Vida no Ultramar

Em 1866, Urban reclama da inspeção sanitária em sua padaria, denunciando que a venda de carne podre na praça exigia maior atenção. (Foto: Site da Família Urban.

Augusto continua narrando como foram seus primeiros anos no Brasil:[4]

Havia eu, por assim dizer, abandonado a padaria mas aceitei serviço aqui em São Francisco como ajudante, percebendo 8$000 mensais. Aproveitamos os primeiros dias para ir a São Francisco, para conhecer a Colônia, já que essa viagem foi gratuita. A viagem num barco desajeitado, demorou 36 horas. Lá tudo ainda parecia deserto e despovoado. Eu e meu companheiro Witschal mandamos nos levar a São Francisco, numa canoa, no terceiro dia e cada um deveria pagar 3$000. O coitado do August Urban porém, não tinha um único vintém e teve que passar vergonha, sendo que o canoeiro foi embora com o consolo que eu pagaria tão logo tivesse recebido o salário. Desta maneira, durante as primeiras 4 semanas, tinha apenas 160 Réis para gastar.

No final do mês recebemos, ao invés do salário, tão apenas a declaração que o nosso salário fora confiscado pela Diretoria, porque havíamos abandonado a Colônia. Não concordamos com isso e simplesmente fomos embora. Agindo sério assim, recebemos o nosso salário, i.é 12$000. Após o trabalho porém exigimos um aumento de 2$000 que nos foi concedido. Assim continuou por 3 meses mas sempre reclamávamos exigindo um aumento de 2$000 por mês. Desta maneira, cada um recebia 18$000 e ficamos juntos por 7 meses. Witschal foi para Paranaguá e eu permaneci, recebendo 30$000 por mês porque fazia o serviço sozinho, economizando 150$000 no primeiro ano. Depois me empreguei no Fischer por 20$000 e economizei 30$000 em 10 meses. Em seguida comprei do Fischer os utensílios da padaria por 350$000.

Em 1859 o padeiro Müller entrou como meu sócio por 1 ano e depois arrendei por 4 meses, e viajei para Rio Grande, Porto Alegre e São Leopoldo, regressando no final de 1860.

Em 2 de janeiro de 1861 comecei a trabalhar no forno. Minha fortuna ainda consistia de utensílios da padaria, uma cama, uma pequena mesa com 6 cadeiras e um pequeno sofá com rolos. Meu arrendatário me logrou. Ao envez de se mudar, instalou uma nova padaria e me tirou a clientela. Eu porém, estava decidido a ficar e não tive que me arrepender como se pode constatar pelos relatos dos anos de 1861 a 1869.

Urban & Filho promovendo seu negócio. (gazeta de Joinville, 23/12/1995)].

Como tempo, Urban se tornou comerciante bem-sucedido, sendo sócio de uma fábrica e venda de charutos e fumo.[5] Com o filho, ele administrava um comércio de secos e molhados, fazendas, armarinhos e ferragens, tendo inclusive filiais na estrada Santa Catarina,[6] a Ilha e da Serra (estrada Dona Francisca).[7]

Outros Fatos Importantes

  • 1877 - Quando uma epidemia de febre amarela grassou em São Francisco do Sul, entre 1877 e 1878, Urban esteve entre os designados para formar uma comissão sanitária para enfrentar a questão.[8]
  • 1877 - Urban deixa a sociedade na fábrica e venda de charutos e fumo.[5]
  • 1907 - Urban deixa a sociedade na empresa "Augusto Urban & Filho". Augusto Urban Filho se torna único proprietário.[9]

Morte

Urban faleceu em 27 de agosto de 1907, em Joinville.[2]

Família

Seu neto, Guilherme Urban, foi deputado estadual da 1ª legislatura (1947-1951), sendo deputado constituinte.[10]

Vereadores da 5ª Legislatura da Primeira República
Augusto SchrammAugusto Urban Sênior • Bernardo EnzmannFrancisco José RibeiroJoão Gregório PereiraJoão Adolfo MüllerLuiz Niemeyer




Pesquisador: Patrik Roger Pinheiro - Historiador | Registro Profissional 181/SC

Como Citar
Referência

PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Bernardo Enzmann. Memória CVJ, 2024. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Bernardo_Enzmann>. Acesso em: 4 de abril de 2025.

Citação com autor incluído no texto

Pinheiro (2024)

Citação com autor não incluído no texto

(PINHEIRO, 2024)

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Notas

  1. Conforme informa o site da família, um Thaler valia três Marcos.

Referências

  1. Das Wahlresultat. Joinvilenser Zeitung, 16 de novembro de 1898.
  2. 2,0 2,1 Johann August Urban. Familysearch. Visitado em 17/10/2024
  3. Helena Remina Richlin, Maria Thereza Böbel. Lista Digitalizada de Imigrantes, Arquivo Histórico de Joinville.
  4. 4,0 4,1 Relato do Imigrante. Família Augusto Urban. Visitado em 17/10/2024.
  5. 5,0 5,1 à Praça. Gazeta de Joinville, 20 de abril de 1877. Visitado em 21/10/2024
  6. Gazeta de Joinville, 18 de novembro de 1905. Visitado em 21/10/2024
  7. Annuncios. Gazeta de Joinville, 20 de abril de 1881. Visitado em 21/10/2024
  8. Edital. Gazeta de Joinville, 19 de novembro de 1878. Visitado em 19/04/2023
  9. Noticias Locaes. Gazeta de Joinville, 10 de agosto de 1907. Visitado em 19/04/2023
  10. Memória Política de Santa Catarina. Visitado em 17/10/2024