Ulisses Tavares Lopes
| Ulisses Tavares Lopes | |
| Foto: Acervo da família | |
| Partido(s) | MDB |
| Legislatura | 6ª e 7ª |
| Assinatura | |
Em Joinville, Ulisses Tavares Lopes foi vereador da 6ª e 7ª Legislatura pós-Era Vargas.
Vereador
6ª Legislatura (1967-1970): Conquistando 1.379 votos em 1966, Ulisses foi eleito vereador pelo MDB,[2] mas ele não assumiu o cargo imediatamente porque tinha apenas 19 anos na ocasião,[3] e a maioridade civil na época era de 21 anos. Conseguindo em 1968 um parecer judicial para assumir o cargo,[4] Ulisses acabou se mostrando um vereador de oposição atuante, como mostra sua constestação à fala de Jamel Dippe em agosto de 1968. Quando deu a entender que o Cesita (Centro Educacional e Social do Itaum) foi criado pela admnistração do prefeito Nilson Bender, Dippe foi aparteado por Ulisses, que não só negou tal alegação como mostrou outros pontos negativos daquela administração, usando como exemplo a lentidão dos trabalhos na reforma do Hospital Sâo José.[5]
7ª Legislatura (1970-1973): Reeleito pelo MDB para novo mandato, Ulisses conseguiu 2.580 votos, sendo o segundo vereador mais votado no pleito de 1969. Para um vereador da oposição foi um feito notável. Como exemplo das dificuldades de ser oposição, só três vereadores do MDB foram eleitos, para um câmara de 13 edis. Dos vereadores eleitos, somente os outros dois emedebistas ficaram abaixo dos mil votos. O eleitorado mostrava claramente a preferência pelos candidatos da situação. Foi nesse quadro eleitoral que Ulisses conseguiu seu alto número de votos.[6] Ulisses continuou sendo um vereador atuante na oposição. Um exemplo de sua atuação se deu em maio de 1971, quando usou a tribuna para questionar as restrições impostas pela bancada governista (Arena) ao então prefeito Harald Karmann. Jamel Dippe entrou na discussão, rebaixando-a a uma troca de impropérios. O fato mostra de novo que o emedebista Ulisses costumava se pronunciar na tribuna contra as ações da base governistas.[7]
Outros Mandatos
Prefeito
Eleições Perdidas
- 1982 - 5º mais votado - PTB - 534 votos (0,46% dos votos válidos). O prefeito eleito foi Wittich Freitag com 57.595 votos.[8]
Deputado Estadual
Candidato à Assembleia Legislativa em 1970,[9] Ulisses teve a candidatura impugnada pelo TRE porque, como dirigente sindical, o Ato Constitucional 5 (AI5) o tornava inelegível a este cargo.[10]
Informações Biográficas
Edil atuante contra a base governista e fortemente situado contra o regime militar, Ulisses conta que seu estilo combativo o colocou em rota de colisão com o governo militar. A partir do fim da década de 1960, cópias dos discursos dele e depois os do seu irmão Aderbal eram requisitados e encaminhados para Florianópolis via 62º Batalhão de Infantaria.[11]
Ulisses assumiu o cargo de oficial de gabinete do prefeito Pedro Ivo, em 1973.[12] Segundo suas memórias, Ulisses perdeu seu emprego de bancário por seus posicionamentos políticos. Ele mencionou que para fugir da perseguição política local, decidiu se mudar com a família para São Paulo.[13] O jornal A Notícia imprimiu, em 1973, a carta na qual Ulisses entregou ao prefeito Pedro Ivo seu pedido de demissão do cargo de Oficial de Gabinete. O motivo tornado público na ocasião era que Ulisses daria continuidade a uma empresa que ele mantinha com outro irmão em São Paulo. Não podendo dizer claramente o que estava acontecendo, Ulisses se limitou a dizer que jamais traiu os objetivos do seu partido, o MDB, e que ele não havia se furtado ao cumprimento do dever "mesmo quando pressionado e coagido".[14]
Ulisses acabou retornando à Joinville, como mostra sua candidatura à prefeitura em 1982.
Família
Ulisses era irmão de Aderbal Tavares Lopes, também emedebista, que foi vereador da 8ª e 9ª Legislatura e deputado à Alesc. Aderbal dá nome ao terminal de ônibus de Joinville.[15]
Galeria de Imagens
| Como Citar |
| Referência
PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Ulisses Tavares Lopes. Memória CVJ, 2025. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Ulisses_Tavares_Lopes>. Acesso em: 6 de dezembro de 2025. |
| Citação com autor incluído no texto
Pinheiro (2025) |
| Citação com autor não incluído no texto
(PINHEIRO, 2025) |
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Referências
- ↑ A Notícia, 03 de dezembro de 1969.
- ↑ Das 13 Cadeiras da Câmara Municipal a Arena Ocupará 10. A Notícia, 19 de novembro de 1966.
- ↑ Memória Política de Santa Catarina. Visitado em 03/05/2022
- ↑ Vereador na época da ditadura militar visita Câmara. CVJ, arquivado do original. Visitado em 12/05/2022.
- ↑ Vereador Ulisses Lopes Contetsou Líder da Maioria. A Notícia, 7 de agosto de 1968.
- ↑ Vereadores Eleitos no Pleito de Domingo. A Notícia, 4 de dezembro de 1969.
- ↑ Crise em Joinville. O Estado de Florianópolis, 27 de maio de 1971. Visitado em 11/05/2022
- ↑ Sistema de Histórico de Eleições, do TRE-SC
- ↑ Partidos Inscrevem Candidatos para o 15 de Novembro. O Estado de Florianópolis, 27 de agosto de 1970. Visitado em 11/05/2022
- ↑ TRE Impugna Ulisses e Julgará Dakir e Heil. O Estado de Florianópolis, 15 de setembro de 1970. Visitado em 11/05/2022
- ↑ Vídeo Documentário Ditadura Reservada. Direção de Fabrício Porto. Canal Guarda Filmes. Visitado em 04/11/2025
- ↑ Novo Prefeito de Joinville escolheu seus assessores técnicos. Jornal de Joinville, 30 de janeiro de 1973.
- ↑ Joinville.DOC: Ulisses Tavares Lopes. Câmara de Vereadores de Joinville. Visitado em 04/11/2025
- ↑ Ulisses deixa a prefeitura e transfere-se para São Paulo. A Notícia, 15 de outubro de 1973.
- ↑ Memória Política de Santa Catarina. Visitado em 12/05/2022