Mudanças entre as edições de "Benno von Frankenberg"
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=== | ===Vida na Europa=== | ||
Benno Von Frankenberg era oficial do dissolvido exército de Schleswig-Holstein, que lutou contra a anexação de ducados alemãos por parte da Dinamarca. Com a derrota nessa primeira fase da guerra dos ducados, ele decidiu vir para o Brasil. Influente entre os militares por sua patente de capitão, Frankenberg inspirou outros a imigrar com ele, e de fato as listagens de imigração em Joinville apontavam muitos imigrantes como originários de Schleswig-Holstein.<ref name="Ficker">Ficker, Carlos. História de Joinville - Crônicas da Colônia Dona Francisca. 2 Ed. Joinville: Impressora Ipiranga, 1965. ISBN: 8578020197</ref> | |||
=== | ===Diretor da Colônia Dona Francisca=== | ||
No começo de 1851 o diretor da colônia Dona Francisca era Eduardo Schröder, filho do presidente da Sociedade Colonizadora, mas Eduardo ocupava interinamente o cargo e quando Frankenberg chegou na colônia em 27 de agosto daquele ano, Eduardo renunciou e o apresentou como novo diretor. | |||
Como diretor da Colônia, Frankenberg era constantemente confrontado por desafios. Uma disenteria bacilar disseminou-se na colônia, levando muitos dos brasileiros que trabalhavam no desmatamento das terras a abandonar seu serviço, que ficou então a cargo de imigrantes inexperientes na obra. Em 1854 a Sociedade Colonizadora passou por uma crise financeira e algumas subvenções prometidas pelo governo imperial não estavam sendo remetidas. Por isso, em 28 de março de 1855, Frankenberg decidiu que era hora de deixar a direção da Colônia e continuar auxiliando a crescente localidade de outros modos.<ref name="Ficker"></ref> | |||
===O Empreendedor=== | ===O Empreendedor=== | ||
Frankenberg adquiriu terras já preparadas e cultivadas por noruegueses no caminho do Norte. As terras dele iam das proximidades de onde o ribeirão Morro Alto encontra a atual João Colin até a esquina com a atual rua Benjamin Constant. Encontrando em suas terras barro apropriado, Frankenberg contratou Heinrich Lepper como mestre ceramista e montou ali uma lucrativa olaria. Segundo Carlos Ficker, na Obra “História de Joinville”, A localização exata dessa cerâmica é a esquina da Rua Dr. João Colin com a Rua Gaspar.<ref name="Ficker"></ref> | |||
===Outros fatos importantes=== | ===Outros fatos importantes=== | ||
*1855 - | *1855 - Membro-fundador da Schützen-Verein zu Joinville, considerado o primeiro clube de tiro ao alvo do Brasil | ||
*1857 - Frankenberg assina, com outros cidadãos, uma petição enviada à presidência da província de Santa Catarina, solicitando a elevação de Joinville à condição de Vila, o que permitiria formar uma Câmara Municipal própria. | |||
*1857 - | *1873 - Eleito juiz de paz com 131 votos | ||
* | *1876 - Reeleito juiz de paz<ref name="Ficker"></ref> | ||
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===Haltenhoff no fim de sua vida=== | ===Haltenhoff no fim de sua vida=== | ||
Terminado seu mandato, em 1873, o ex-capitão decidiu retirar-se aos poucos da vida pública, recolhendo-se na sua já mencionada propriedade na atual rua Dr. João Colin. Ele faleceu em 16 de maio de 1883.<ref name="Ficker"></ref> | |||
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Edição das 12h56min de 25 de outubro de 2022
Johann Adolph Haltenhoff | |
Partido(s) | Partido Liberal |
Legislatura | 1ª Monárquica |
Assinatura | ![]() |
Em Joinville, Johann Adolph Haltenhoff, ou João Adolfo Haltenhoff, foi vereador da 1ª Legislatura do perído monárquico.
Vereador
1ª Legislatura monárquica (1969-1974): Fazendo 136 votos pelo Partido Liberal, Frankenberg foi o 4º vereador mais votado nas eleições de 1868.[1]
Informações Biográficas
Vida na Europa
Benno Von Frankenberg era oficial do dissolvido exército de Schleswig-Holstein, que lutou contra a anexação de ducados alemãos por parte da Dinamarca. Com a derrota nessa primeira fase da guerra dos ducados, ele decidiu vir para o Brasil. Influente entre os militares por sua patente de capitão, Frankenberg inspirou outros a imigrar com ele, e de fato as listagens de imigração em Joinville apontavam muitos imigrantes como originários de Schleswig-Holstein.[1]
Diretor da Colônia Dona Francisca
No começo de 1851 o diretor da colônia Dona Francisca era Eduardo Schröder, filho do presidente da Sociedade Colonizadora, mas Eduardo ocupava interinamente o cargo e quando Frankenberg chegou na colônia em 27 de agosto daquele ano, Eduardo renunciou e o apresentou como novo diretor.
Como diretor da Colônia, Frankenberg era constantemente confrontado por desafios. Uma disenteria bacilar disseminou-se na colônia, levando muitos dos brasileiros que trabalhavam no desmatamento das terras a abandonar seu serviço, que ficou então a cargo de imigrantes inexperientes na obra. Em 1854 a Sociedade Colonizadora passou por uma crise financeira e algumas subvenções prometidas pelo governo imperial não estavam sendo remetidas. Por isso, em 28 de março de 1855, Frankenberg decidiu que era hora de deixar a direção da Colônia e continuar auxiliando a crescente localidade de outros modos.[1]
O Empreendedor
Frankenberg adquiriu terras já preparadas e cultivadas por noruegueses no caminho do Norte. As terras dele iam das proximidades de onde o ribeirão Morro Alto encontra a atual João Colin até a esquina com a atual rua Benjamin Constant. Encontrando em suas terras barro apropriado, Frankenberg contratou Heinrich Lepper como mestre ceramista e montou ali uma lucrativa olaria. Segundo Carlos Ficker, na Obra “História de Joinville”, A localização exata dessa cerâmica é a esquina da Rua Dr. João Colin com a Rua Gaspar.[1]
Outros fatos importantes
- 1855 - Membro-fundador da Schützen-Verein zu Joinville, considerado o primeiro clube de tiro ao alvo do Brasil
- 1857 - Frankenberg assina, com outros cidadãos, uma petição enviada à presidência da província de Santa Catarina, solicitando a elevação de Joinville à condição de Vila, o que permitiria formar uma Câmara Municipal própria.
- 1873 - Eleito juiz de paz com 131 votos
- 1876 - Reeleito juiz de paz[1]
Haltenhoff no fim de sua vida
Terminado seu mandato, em 1873, o ex-capitão decidiu retirar-se aos poucos da vida pública, recolhendo-se na sua já mencionada propriedade na atual rua Dr. João Colin. Ele faleceu em 16 de maio de 1883.[1]
Pesquisador: Patrik Roger Pinheiro - Historiador | Registro Profissional 181/SC
Como Citar |
Referência
PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Benno von Frankenberg. Memória CVJ, 2023. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Benno_von_Frankenberg>. Acesso em: 3 de abril de 2025. |
Citação com autor incluído no texto
Pinheiro (2023) |
Citação com autor não incluído no texto
(PINHEIRO, 2023) |
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