Adolph Haltenhoff
Johann Adolph Haltenhoff | |||
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Foto: acervo de Roberta Noroschny | |||
Partido(s) | Partido Liberal | ||
Legislatura | 1ª Monárquica |
Em Joinville, Johann Adolph Haltenhoff, ou João Adolfo Haltenhoff, foi vereador da 1ª Legislatura do perído monárquico.
Vereador
1ª Legislatura monárquica(1969-1974): Fazendo 142 votos pelo Partido Liberal, Haltenhoff foi o 2º vereador mais votado nas eleições de 1868.[1] Como o vereador mais votado, Jacob Mueller, mudou-se de Joinville para Curitiba antes da instalação da Câmara, Haltenhoff assumiu a presidência da casa, como vereador mais votado entre os que assumiram o cargo.
Eleições Perdidas
- 2000 - Suplente - PMDB - 2.635 votos (1,14% dos votos válidos).[2]
Informações Biográficas
Imigração
Haltenhoff migrou do reino de Hanover para a Colônia Dona Francisca na brigue dinamarquesa Gloriosa, em 1851, sendo essa a terceira embarcação de imigrantes. Junto, trouxe sua esposa Dorothea e três filhas,[3] que se casariam com pessoas de grande vulto na colônia: Maria, que se casaria com o engenheiro e futuro vereador Frederico Heeren; Anna, que se casaria com Aubé e emprestaria seu nome à localidade de Anaburgo; e Louise, que se casaria com Otto Niemeyer.
Início da Colônia
Sendo jurista e contador, desde o início Haltenhoff foi uma liderança na crescente colônia Dona Francisca. Já em 1851, quando a colônia votou a composição de uma comissão para criar os estatutos da comuna, Haltenhoff não só estava entre os 11 eleitos, como foi o relator, usando como modelo os estatutos de Hanover. Ele tambpem foi escolhido como um dos 3 membros da direção da Colônia nos seus primórdios, quando Benno von Frankenberg era o diretor.[4]
Outros fatos importantes
- 1855 - Eleito juiz de paz
- 1863 - Designado sub-delegado de polícia.
- 1865 - Convocação para a guerra do Paraguai: Na condição de sub-delegado de polícia, Haltenhoff lançou uma enfática convocação aos colonos, incentivando-os a formarem um batalhão em defesa do Brasil na Guerra do Paraguai, os famosos voluntários da Pátria.
Ele também foi um dos signatários da petição enviada à presidência da província de Santa Catarina, solicitando a elevação de Joinville à condição de Vila, o que permitiria formar uma Câmara Municipal própria.
O dinâmico Haltenhoff também era proprietário de uma olaria. Inclusive, a maior parte dos tijolos que hoje compõe o museu nacional de imigração veio da olaria dele. Amante das artes, Haltenhoff foi um dos fundadores “Harmonie Gesellschaft”, ou Sociedade Harmonia, que em 1921 se juntou ao Lyra para formar o atual Clube Harmonia-Lyra. Também partiu dele a sugestão para criar um clube de atiradores, a Schuetzen-Verein zu Joinville, que segundo a historiadora Ely Herkenhoff foi o primeiro clube de tiro ao alvo do Brasil. Ao ser escolhido presidente da câmara em 1869, Haltenhoff ocupava um cargo que ao mesmo tempo presidia o legislativo e encabeçava o poder executivo municipal. Por isso, Haltenhoff é considerado o primeiro prefeito de Joinville. Em 1870 Haltenhoff se tornou viúvo. Em 1873, por motivo de doença, ele renunciou ao cargo de presidente da câmara e em 1874 regressou à França, onde morreu um ano depois, com 73 anos de idade. A rua que liga a 9 de março à Engenheiro Niemeyer chamava-se rua Haltenhoff, homenageando a pessoa nada incomum abordada nesse vídeo. Mais tarde o nome da rua foi alterado para “São Joaquim”, de modo que não há atualmente na cidade nenhum logradouro que remeta à atuante personalidade do primeiro presidente da história do legislativo joinvilense.
Presidente da Câmara Municipal de Joinville | ||
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Presidente em 1868-1973 | Sucedido por Fredrico Lange |
Pesquisador: Patrik Roger Pinheiro - Historiador | Registro Profissional 181/SC
Como Citar |
Referência
PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Adolph Haltenhoff. Memória CVJ, 2023. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Adolph_Haltenhoff>. Acesso em: 3 de abril de 2025. |
Citação com autor incluído no texto
Pinheiro (2023) |
Citação com autor não incluído no texto
(PINHEIRO, 2023) |
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Referências
- ↑ Ficker, Carlos. História de Joinville - Crônicas da Colônia Dona Francisca. 2 Ed. Joinville: Impressora Ipiranga, 1965. ISBN: 8578020197
- ↑ Erro de citação: Marca
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- ↑ Listas de Imigrantes, Arquivo Histórico de Joinville.
- ↑ Rodowicz-Oswiecimsky, Theodor. A Colônia Dona Francisca no Sul do Brasil. Florianópolis: Ed. da UFSC, FCC; Joinville: FCJ, 1992.