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Ainda em 1851, Bernardo já havia adquirido o lote na atual rua do Príncipe, que iniciava aproximadamente na frente da atual Caixa Econômica, abrangia as terras da Catedral e terminaria na esquina com a atual Ministro Calógeras. Segundo | Ainda em 1851, Bernardo já havia adquirido o lote na atual rua do Príncipe, que iniciava aproximadamente na frente da atual Caixa Econômica, abrangia as terras da Catedral e terminaria na esquina com a atual Ministro Calógeras. Segundo Ficker (1965, p. 84), essa seria instalada ali a primeira indústria do núcleo colonial. Com a ajuda de noruegueses, contando com a valiosa direção do mestre ceramista Rolf Lyng, Bernardo passou a suprir a crescente colônia com telhas. Por isso, a rua do príncipe chamava-se Ziegeleistrasse (Rua da Olaria).<ref name="Ficker"></ref> | ||
Bernardo também esteve à frente de um empreendimento agrícola, localizado no final da rua XV de Novembro, no final do atual bairro Glória. Lá, ele comprou um vasto latifúndio, edificou uma casa de moradia e ranchos em forma de "vila" (moradias simples em torno de um pátio central). O empreedimento fornecia à Colônia cana de açúcar, batata, mandioca e araruta. Poschaan foi um dos grande empregadores do início de Joinville.<ref>Rodowicz-Oswiecimsky, Theodor. A Colônia Dona Francisca no Sul do Brasil. Florianópolis: Ed. da UFSC, FCC; Joinville: FCJ, 1992.</ref> | Bernardo também esteve à frente de um empreendimento agrícola, localizado no final da rua XV de Novembro, no final do atual bairro Glória. Lá, ele comprou um vasto latifúndio, edificou uma casa de moradia e ranchos em forma de "vila" (moradias simples em torno de um pátio central). O empreedimento fornecia à Colônia cana de açúcar, batata, mandioca e araruta. Poschaan foi um dos grande empregadores do início de Joinville.<ref>Rodowicz-Oswiecimsky, Theodor. A Colônia Dona Francisca no Sul do Brasil. Florianópolis: Ed. da UFSC, FCC; Joinville: FCJ, 1992.</ref> |
Edição das 02h38min de 11 de dezembro de 2022
Bernardo Poschann Jr. | |
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Foto: Arquivo Histórico de Joinville | |
Partido(s) | Partido Liberal (1831) |
Legislatura | 1ª Monárquica |
Assinatura | ![]() |
Em Joinville, Bernardo Joaquim Poschann Jr. ou Bernhard Poschann Jr. foi vereador da 1ª Legislatura do período monárquico.
Vereador
1ª Legislatura monárquica (1869-1874): Fazendo 130 votos pelo Partido Liberal, Bernardo foi o 5º vereador mais votado nas eleições de 1868.[1] Membro da Comissão de Obras Públicas, ele era constantemente acionado para supervionar manutenções em pontes e caminhos. Por exemplo, a ata da sessão de 05 de outubro de 1872 registra sua nomeação como encarregado para "concertar o caminho Mittelweg" (rua XV de Novembro).[2] Bernardo faleceu em abril de 1873. Para ocupar seu lugar, foi efetivado o suplente Carlos Monich.[3]
Informações Biográficas
Bernardo Poschann Jr. era filho de um dos diretores da Sociedade Colonizadora de 1849 em Hamburgo. Era um homem empreendedor e de posses.[1]
Imigração
Com 20 anos de idade, Bernardo Poschann Jr. imigrou à bordo da brique dinamarquesa Gloriosa, famosa por ter trazido à colônia algumas das lideranças ecônomicas da nascente Joinville. Haltenhoff também veio à bordo dessa embarcação. A brigue chegou na colônia em 27 de setembro de 1851.[4] Como seu pai acabou vindo para Joinville em 1853, é necessário cuidado para não confundir os dois na literatura historiográfica joinvilense.
O Empreendedor
Ainda em 1851, Bernardo já havia adquirido o lote na atual rua do Príncipe, que iniciava aproximadamente na frente da atual Caixa Econômica, abrangia as terras da Catedral e terminaria na esquina com a atual Ministro Calógeras. Segundo Ficker (1965, p. 84), essa seria instalada ali a primeira indústria do núcleo colonial. Com a ajuda de noruegueses, contando com a valiosa direção do mestre ceramista Rolf Lyng, Bernardo passou a suprir a crescente colônia com telhas. Por isso, a rua do príncipe chamava-se Ziegeleistrasse (Rua da Olaria).[1]
Bernardo também esteve à frente de um empreendimento agrícola, localizado no final da rua XV de Novembro, no final do atual bairro Glória. Lá, ele comprou um vasto latifúndio, edificou uma casa de moradia e ranchos em forma de "vila" (moradias simples em torno de um pátio central). O empreedimento fornecia à Colônia cana de açúcar, batata, mandioca e araruta. Poschaan foi um dos grande empregadores do início de Joinville.[5]
Uma relato de Ficker (1965, p. 220) pode ter destacado como Bernardo era um homem metódico. Diz o autor:
Ao mesmo tempo, Emile Mathorel inicia o desmatamento de grandes áreas no lugar denominado “Poço de Cortume", nas terras do Duque de Aumale, e começa a plantação de cana-de-açúcar. Recebeu do Sr. Bernhard Poschaan Jr. valiosas informações sobre esses trabalhos, e as perspectivas positivas de um empreendimento agrícola nêsse local. Ainda existem os relatórios apresentados por Poschaan, baseados em experiência própria, com indicação sôbre preços da mão de obra, possibilidades de exportação e lucros.[1] Ao que tudo indica, Bernardo era um homem organizado.
Outros fatos importantes
- 1851 - Eleito um dos membros da comissão para criar os estatutos da Comuna.
- 1852 - Eleito conselheiro do conselho comunal.
- 1855 - Membro-fundador da Schützen-Verein zu Joinville, considerado o primeiro clube de tiro ao alvo do Brasil.
- 1857 - Em visita a Joinville, o presidente da província João José Coutinho foi conhecer o empreedimento agrícola de Bernardo.
- 1857 - Bernardo assina, com outros cidadãos, uma petição à presidência da província solicitando a elevação de Joinville à condição de Vila, o que permitiria formar uma Câmara Municipal própria.
- 1863 - Juiz de paz.[1]
Eleitor Geral
Bernardo era eleitor geral ou eleitor de 2º grau, o que lhe permitia votar para deputados e senadores. Os eleitores de 2º grau (eleitores gerais) eram eleitos pelos eleitores de 1º grau (Eleitores de paróquia). Com o falecimento de Bernardo, Alberto Kröhne assumiu o posto de eleitor geral.[6]
Morte de Bernardo
Bernardo teve sua vida ceifada em pleno mandato como vereador. Como em 1873 uma epidemia de febra amarela grassou a partir do Rio de Janeiro, a doença acometeu Bernardo.[1]
Pesquisador: Patrik Roger Pinheiro - Historiador | Registro Profissional 181/SC
Como Citar |
Referência
PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Bernardo Poschaan Jr.. Memória CVJ, 2023. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Bernardo_Poschaan_Jr.>. Acesso em: 5 de abril de 2025. |
Citação com autor incluído no texto
Pinheiro (2023) |
Citação com autor não incluído no texto
(PINHEIRO, 2023) |
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Referências
- ↑ Ir para: 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 Ficker, Carlos. História de Joinville - Crônicas da Colônia Dona Francisca. 2 Ed. Joinville: Impressora Ipiranga, 1965. ISBN: 8578020197
- ↑ Ata da Sessão Ordinária de 5 de outubro de 1872, em guarda do Arquivo Historico de Joinville.
- ↑ Ata da Sessão Ordinária de 11 de abril de 1873, em guarda do Arquivo Historico de Joinville.
- ↑ Listas de Imigrantes, Arquivo Histórico de Joinville.
- ↑ Rodowicz-Oswiecimsky, Theodor. A Colônia Dona Francisca no Sul do Brasil. Florianópolis: Ed. da UFSC, FCC; Joinville: FCJ, 1992.
- ↑ Ata da Sessão Ordinária de 7 de julho de 1873, em guarda do Arquivo Historico de Joinville.