Max Colin
Max Colin | |
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Foto: Acervo do Arquivo Histórico de Joinville. | |
Partido(s) | |
Legislaturas | 8ª e 12ª da primeira república e da Era vargas |
Assinatura | ![]() |
Em Joinville, Max Colin, ou Max Johannes Colin, foi vereador da 8ª e 1927-1929 - 12ª Legislatura da Primeira República, membro do Conselho Consultivo e vereador da Legislatura da Era Vargas.
Vereador
- 8ª Legislatura da Primeira República (1911-1914): Nas eleições para essa legislatura, houve duas apurações. Na considerada ilegal, Max obteve 348 votos[1] e na legal, 203 votos.[2]
Ver artigo principal: Polêmica nas Eleições de 1910
- Max e Augusto Stock Filho renunciaram ao cargo em 1912, abrindo vaga no legislativo municipal.[3] A legislação eleitoral então vigente, em vez de ordenar a posse dos suplentes (chamados na época de imediatos), comandava que se fizessem novas eleições para preencher as vagas abertas, vencidas por Eugênio Moreira e Eduardo Schwartz.[4]
- 12ª Legislatura da Primeira República (1927-1929): Em 1926, Max computou 1902 votos, elegendo-se vereador.[5]
- Conselho Consultivo (1931-1934): Max foi nomeado conselheiro em novembro de 1931. O posto não tinha equivalência com cargos do legislativo e o conselheiro era membro do poder executivo. Porém, algumas atribuições se assemelhavam a dos então extintos vereadores.[6] Max ficou no cargo até 1934, quando então foi nomeado prefeito de Joinville.[7]
Legislatura da Era Vargas (1936-1947):
Outros Mandatos
Prefeito
1934-1936: Em junho de 1934, Max foi nomeado prefeito, por decreto. Ele substituía João Acácio Gomes de Oliveira.[7] Ele ficou no cargo até as eleições de 1936 e o breve retorno dos prefeitos eleitos.
Deputado Estadual
- 1ª Legislatura (1947-1951): Max elegeu-se deputado com 5044 votos, pela UDN. Nessa condição, ele integrou a Assembleia Constituinte de 1947.[8]
Informações Biográficas
Max Colin nasceu em 25 de abril de 1885 e era natural de Joinville.[9] A família Colin tinha DNA empreendedor, e seu pai foi bem-sucedido comerciante.
No início de sua carreira profissional, Max foi telegrafista no Telégrafo Nacional.[8] Retornando à Joinville, Max passou a participar nas administrações das indústrias que a família Colin havia fundado.
Outros Fatos Importantes
- 1915: Devido a uma seca no norte do país, joinvilenses foram incentivados a darem donativos para auxiliar as vítimas. Max ajudou com cinco mil réis.[10]
Morte
Max Colin faleceu em 8 de outubro de 1951, em Joinville.[8] Na sessão de17 de outubro daquele ano, Oswaldo Altino Doria requereu a inserção de um voto de pesar por esse fato.[11]
Família
Max era filho de João Colin (avô do prefeito homônimo), conhecido empreendedor e ex-vereador em Joinville. Seu filho, Rolf Colin, foi vereador e presidente da Câmara (1947-1951) e prefeito em Joinville (1951-1956). A marido de sua neta
João era filho de Otto Colin e de Ingeborg Hermann Colin. Otto e seu irmão Max (tio de João) eram proprietários da Indústria Colin e Cia. Max, inclusive, foi prefeito municipal (1934-1936). Max também foi deputado constituinte na Alesc, quando o país e os estados criavam as constituições de redemocratização (pós-Era Vargas).[12] Seu avô Johann Colin, aportuguesado para João Colin como o neto, foi vereador durante o período monárquico.
A irmã de João, Ingeborg, foi a segunda mulher a tomar posse do cargo de Deputada Estadual em Santa Catarina.[13] Seu primo, Rolf Colin, foi vereador e presidente da Câmara (1947-1951) e prefeito em Joinville (1951-1956).
João Colin casou-se com a viúva Paula Hings Paul, com quem teve Rose-Marie Colin Storrer. João também adotou como seu o filho da esposa, Pedro Colin, que foi vereador em Joinville (1959-1962) e presidente da Câmara. Pedro também foi Deputado Estadual e Deputado Federal por Santa Catarina.[8]
Homenagens
- Em Joinville, uma rua leva o nome do ex-vereador.[14] A indicação para a homenagem partiu de Arno Waldemar Döhler, autor do projeto 299/51. Nele, Döhler solicitava alterar o nome da rua Frederico Huebner para a atual denominação de Max Colin.[15] Mais tarde, pelo projeto 303/51, Döhler indicou a troca do nome da rua Ceará para Frederico Huebner.
- Em 1975, foi criada uma escola no então distrito do Boa Vista (hoje o trecho pertence ao bairro Iririú). A instituição foi denominada de "Escola Municipal de 1º Grau Prefeito Max Colin".[16]
Pesquisador: Patrik Roger Pinheiro - Historiador | Registro Profissional 181/SC
Como Citar |
Referência
PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Max Colin. Memória CVJ, 2024. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Max_Colin>. Acesso em: 4 de abril de 2025. |
Citação com autor incluído no texto
Pinheiro (2024) |
Citação com autor não incluído no texto
(PINHEIRO, 2024) |
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Referências
- ↑ Resultado da Eleição Municipal. Gazeta de Joinville, 11 de dezembro de 1910.
- ↑ Eleição Municipal. Gazeta de Joinville, 21 de janeiro de 1911.
- ↑ Governo Municipal. Commercio de Joinville, 2 de março de 1912. Visitado em 06/10/2024
- ↑ Eleição Municipal. Commercio de Joinville, 16 de março de 1912. Visitado em 06/10/2024
- ↑ Eleição Municipal. Jornal de Joinville, 8 de novembro de 1926.
- ↑ Conselho Consultivo de Joinville. A Notícia, 17 de novembro de 1931.
- ↑ Ir para: 7,0 7,1 Ata da Sessão de 30 de junho de 1934, em guarda do Arquivo Histórico de Joinville.
- ↑ Ir para: 8,0 8,1 8,2 8,3 Memória Política de Santa Catarina. Visitado em 04/10/2024
- ↑ Max Colin. Familysearch. Visitado em 04/10/2024
- ↑ Em Pról da Victimas da Secca. Gazeta do Commercio, 17 de julho de 1915. Visitado em 24/09/2024
- ↑ 7 Votos de Pezar pelo Falecimento dos Srs. Max Colin e Eugenio Lepper. Jornal de Joinville, 19 de outubro de 1950.
- ↑ Memória Política de Santa Catarina. Max Colin. Visitado em 15/09/2022
- ↑ Memória Política de Santa Catarina. Ingeborg_Colin. Visitado em 15/09/2022
- ↑ Lei nº 297, de 27 de outubro de 1951. Visitado em 04/10/2024
- ↑ A Notícia, edição de 18 de outubro de 1951.
- ↑ Decreto Municipal nº 3078, de 5 de setembro de 1975. Visitado em 04/10/2024