Johann Colin

De Memória CVJ
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João Colin
Johann colin.jpg
Foto: Livro do Álbum do Centenário de Joinville.
Partido
Legislatura 6ª legislatura Monárquica e 2ª, 3ª e 6ª legislaturas da Primeira República
Assinatura Joao colin assina.jpg

Em Joinville, João (Johann) Colin foi vereador da 6ª Legislatura Monárquica e da , e 6ª Legislatura da Primeira República. Não confundir com o dr. João Colin que foi prefeito em Joinville.

Vereador

  • 6ª Legislatura Monárquica (1887-1890): Nas eleições de 1886, João Colin conquistou 11 votos, sendo um dos 4 vereadores que se elegeram sem a necessidade de participar do segundo escrutínio para completar a Câmara.[1] Ele foi um dos vereadores presentes na sessão que votou e aderiu unanimemente ao governo provisório de Santa Catharina e à recém-proclamada república.[2]
  • 2ª Legislatura da Primeira República (1892-1893): Sendo eleito vereador nas eleições de 1891, com 504 votos,[3] João Colin tomou posse em 1º de janeiro de 1892. No mesmo dia, duas horas depois, soube-se que as eleições de 1891 foram invalidadas e um conselho de intendentes foi nomeado pelo novo governo catarinense. Era o reflexo em Joinville das dificuldades políticas vividas na capital do estado, pois em 29 de dezembro de 1891 Lauro Müller renunciava ao cargo de governador de santa Catarina.[4] No entanto, João Colin estava entre os intendentes nomeados pela junta governativa federalista que tomou o poder.[5] A historiadora Raquel de S.Thiago informou que João Colin fazia parte da ala Federalista do Norte Catarinense. Sem dúvida sua adesão à causa federalista motivou essa nomeação.[6]
  • 3ª Legislatura da Primeira República (1893-1895): Com a derrota dos federalistas na revolução de 1893-94, houve um expurgo de pessoas ligadas a essa causa, e na câmara de Joinville alguns vereadores foram exonerados. Por telegrama do interventor federal no estado, Antônio Moreira César, João Colin foi nomeado vereador.[7] Parece ser o caso de que ele primeiro apoiou os federalistas, conforme mencionado nos eventos acima, acerca da 2ª Legislatura, mas depois abandonou essa posição, já que foi nomeado por um governo estadual que justamente estava exonerando federalistas.
  • 6ª Legislatura da Primeira República (1903-1907): Fazendo apenas 4 votos nas eleições de 1902, Colin terminou como suplente. Com a desistência do mandato por parte do vereador Ernesto Mendel, em abril de 1906, João Colin foi convocado para substituí-lo.[8]

Informações Biográficas

João Colin era comerciante.

João Colin era comerciante.[9] Ele tinha uma propriedade na esquina das atuais rua Abdon Bapista com Avenida Procópio Gomes.[10]

Quando Gumercindo Saraiva e o exército federalista passaram por Joinville, eles levaram "emprestados" inúmeros cavalos dos colonos locais. Buscando mitigar as perdas, uma comissão foi criada para contabilizar o número de cavalos desaparecidos e o valor dos mantimentos fornecidos aos revolucionários. João Colin esteve entre os membros dessa comissão.[11]

Em 1906, João foi designado para a Comissão Externa da Fazenda da Câmara de Vereadores, uma comissão que não era composta por vereadores e que auxiliava a comissão interna de mesmo nome.[12] No mesmo ano, Joinville foi castigada por forte chuva. O vale do Itapocu foi fortemente afetado e João Colin integrou uma comissão que foi averiguar os danos causados em Jaraguá do Sul e região.

Ouvindo protestos da população de Joinville e estudos realizados sobre a captação das águas do Rio Motucas, João Colin apresentou em 1912 uma proposta de captação daquelas águas. Na ocasião tal captação satisfaria completamente as necessidades de Joinville, mas o orçamento era pesado para a cidade. Discussões aconteceram sobre a possibilidade de aumentar o imposto da água, mas em outubro de 1912, o voto foi por não gerar nenhum custo a mais para o contribuinte.[13]

Outros Fatos Importantes

  • 1877: Colin esteve entre os que fizeram donativos para ajudar os enfermos de São Francisco do Sul, onde grassou uma epidemia de febre amarela. Ele contribuiu com 4 mil réis.[14]
  • 1892: Colin fez parte da comissão que tomou à liderança em conclamar o povo para ajudar na criação do Corpo de Bombeiros de Joinville.[11]
  • 1908: Em julho, João Colin entrou para o seleto número de joinvilenses que tinham telefone. Seu número telefônico era 66.[15]

Uma tragédia Familiar

Em 1880, no dia 22 de junho, uma filhinha de João, de dois anos de idade, estava brincando na margem de um ribeirão quando caiu n'água e afundou. Após o resgate, ela foi levada a dois médicos, que não tiveram sucesso em fazê-la recobrar a consciência.[16]

Família

João Colin é pai e avô de três prefeitos de Joinville: Max Colin, Rolf Colin e Dr. João Colin. Todos os três também se elegeram vereadores, mas só os dois primeiros assumiram os cargos.[17]

Vereadores da 6ª Legislatura Monárquica
Alberto KröhneCarlos KumlehnEduardo KrischJoão Eugênio Moreira JúniorFernando RognerFrancisco Gomes de OliveiraFrederico BrüstleinJohann ColinLudolfo Schultz
Vereadores da 2ª Legislatura da Primeira República
Abdon BatistaAntônio José RibeiroErnesto CanacJoão ColinJoão SchroederHenrique WalterHenrique Hänsch
Vereadores da 3ª Legislatura da Primeira República
Abdon BatistaAntônio José RibeiroAntônio SinkeGuilherme WaltherHenrique HänschHenrique WalterJacob BaumerJohann ColinJoão Paulo SchmalzJoão SchroederJorge TrinksOscar Antônio SchneiderOtto Boehm

Quadro 6ª Legislatura da Primeira República



Pesquisador: Patrik Roger Pinheiro - Historiador | Registro Profissional 181/SC

Como Citar
Referência

PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Johann Colin. Memória CVJ, 2024. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Johann_Colin>. Acesso em: 24 de abril de 2024.

Citação com autor incluído no texto

PINHEIRO (2024)

Citação com autor não incluído no texto

(PINHEIRO, 2024)

Referências

  1. Sociedade de Amigos de Joinville. Álbum do Centenário de Joinville. 1951. Curitiba: Gráf. Mundial.
  2. Ata da Sessão de 18 de novembro de 1889, em guarda do Arquivo Histórico de Joinville.
  3. Kolonie Zeitung, 1 de setembro de 1891.
  4. Elly Herkenhoff. Joinville - Nossos Prefeitos: 1869-1903. Joinville: Prefeitura de Joinville, 1984.
  5. Circular de 17 de janeiro de 1892, em guarda do Arquivo Histórico de Joinville.
  6. Eneida Raquel de S.Thiago. Um Caso de Liderança Luso-Brasileira na Região de Joinville: Abdon Baptista. Orientador: Walter Fernando Piazza. 1983. Dissertação (Mestrado) – Pós-Graduação em História, UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível online. Visitado em 25/10/2023
  7. Ata da Sessão Extraordinária de 23 de abril de 1894, em guarda do Arquivo Histórico de Joinville.
  8. Governo Municipal. Acta da Sessão Ordinária de 2 de abril de 1906. Gazeta de Joinville, 12 de maio de 1906. Visitado em 16/06/2023
  9. Commercio de Joinville. 12 de agosto de 1905. Visitado em 14/06/2023
  10. Commercio de Joinville. 13 de agosto de 1910. Visitado em 15/06/2023
  11. 11,0 11,1 Carlos Ficker. História de Joinville - Subsídios para a Crônica da Colônia Dona Francisca. Joinville: Impressora Ipiranga, 1965.
  12. Acta da Sessão Ordinária, de 8 de Janeiro de 1906. Gazeta de Joinville. 10 de fevereiro de 1906. Visitado em 14/06/2023
  13. Commercio de Joinville. 19 de outubro de 1910. Visitado em 15/06/2023
  14. Annuncios Gazeta de Joinville, 2 de abril de 1878. Visitado em 22/11/2022
  15. Gazeta de Joinville. 11 de julho de 1908. Visitado em 15/06/2023
  16. Noticias Locaes. Gazeta de Joinville. 29 de junho de 1880. Visitado em 14/06/2023
  17. Famílias brasileiras de origem germânica. Volume VI. Publicação do Instituto Hans Staden. São Paulo: 1975