Henrique Jordan

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Henrique Jordan
Partido(s)
Legislaturas 1ª e 6ª Legislaturas da Primeira República.
Assinatura

Em Joinville, Henrique Jordan (Heinrich Friedrich Wilhelm Jordan), foi vereador da e da 6ª Legislatura da Primeira República.

Vereador

  • 1890-1891 - 1ª Legislatura da Primeira República: Com o advento da república, a câmara municipal foi dissolvida e no seu lugar foi instaurado um conselho de intendência para cuidar dos assuntos municipais, atuando como Câmara. O republicano Henrique Jordan foi um dos intendentes nomeados pelo Interventor Lauro Müller.[1]
  • 1903-1907 - 6ª Legislatura da Primeira República: Nas eleições de 1902, Jordan recebeu 788 votos, sendo eleito vereador.[2]

Eleições perdidas

  • 1892 - 8 votos.[3]
  • 1895 - 12 votos.[4]

Informações Biográficas

A firma de Henrique Jordan tinha quatro filiais.(Imagem: Acervo do Arquivo Histórico de Joinville

Henrique nasceu em Joinville, em 6 de outubro de 1865.[5] Quando seu pai faleceu, Henrique tinha 18 anos e era o filho homem mais velho de uma família numerosa.[6]

Henrique primeiro estabeleceu um negócio de ferragens, secos e molhados. Mais tarde, ele se dedicou à indústria e comércio da Erva-Mate, obtendo tal excelência na sua manufatura ao ponto de ganhar uma menção honrosa na exposição do cinquentenário de Joinville, em 1901.[5]

O Republicano

Magnifying glass 01.svg.png Ver artigo principal: Proclamação da República em Joinville

Jordan se tornou um republicano influente em Joinville. Em 1886 ele se tornou um dos membros fundadores do recém-formado Clube Republicano. Com a proclamação da República em 1889, Jordan esteve entre os primeiros a saber da notícia, sendo avisado por Ernesto Canac e encarregado por este de avisar Jean Bauer das novas.[7]

Outros Fatos Importantes

  • 1886 - O violinista Henrique Jordan estava entre os membros fundadores da Sociedade Musical Lira (Musikverein Lyra), a mesma que mais tarde se uniria ao Harmonie. Ele inclusive atuou no primeiro concerto realizado pela nova sociedade.[7]
  • 1891 - Jordan consta como um dos diretores do Clube Harmonie.[8]
  • 1892 - Designado para o cargo de agente do correio, função que ocupou até o início de 1893, quando foi substituído por Eugenio Schmidt.[9]
  • 1895 - Eleito Juiz de Paz com 457 votos.[10]
  • 1906 - Jordan esteve entre as autoridades que recepcionaram o presidente eleito Afonso Pena, quando este visitou Joinville.[9]

Morte

Em 1922 Henrique se retirou das atividades da empresa e foi morar em São Bento do Sul. Lá ele morreu, em 12 de março de 1928.[5]

Família

A primeira esposa de Henrique foi Jenny, filha de Luís Niemeyer, que foi diretor da colônia Dona Francisca. Por três gerações seguidas os Jordans mantiveram um dos seus entres os vereadores de Joinville. Além de Henrique, seu pai, Frederico, foi vereador na era monárquica. Seu filho, Hans Jordan, foi vereador no período que antecedeu a Era Vargas, além de ter sido deputado estadual e federal. Um de dos bisnetos de Henrique, homônimo, é o engenheiro que empresa seu nome a uma rua na cidade, falecido num acidente na Fundição Tupy, em 1971. Outro de seus bisnetos foi o fundador da Companhia Jordan de Veículos. Sua neta, Rotraut-Rose Tamm Jordan, foi esposa de David Ernesto de Oliveira, vereador da 1ª Legislatura.[11]

Galeria de Imagens

Vereadores da 1ª Legislatura da Primeira República
Carlos KumlehnErnesto CanacFrederico BrüstleinFernando RognerHenrique JordanJoão Eugênio Moreira Jr.Victorino de Souza Bacellar

Quadro 6ª Legislatura da Primeira República

Referências

  1. Parte Official - Governo do Estado de Santa Catharina. República, de Florianópolis, 8 de janeiro de 1890. Visitado em 21/10/2022
  2. Resultat der Munizipalwahl am 7 Dezember 1902. Kolonie Zeitung, 11 de dezembro de 1902.
  3. Kolonie Zeitung, 22 de novembro de 1892.
  4. Ata da Sessão de 12 de abril de 1895, em guarda do Arquivo Histórico de Joinville.
  5. 5,0 5,1 5,2 Arquivo de clipagens do Arquivo Histórico de Joinville.
  6. Árvore Genealógica de Henrique Jordan. Familysearch. Visitado em 03/10/2023
  7. 7,0 7,1 Sociedade de Amigos de Joinville. Álbum do Centenário de Joinville. 1951. Curitiba: Gráf. Mundial.
  8. Harmonia-Lyra - Palco das Musas, desde 1858. Joinville: Nova Letra, 2010.
  9. 9,0 9,1 Carlos Ficker. História de Joinville - Subsídios para a Crônica da Colônia Dona Francisca. Joinville: Impressora Ipiranga, 1965.
  10. Das Wahlresultat. Kolonie Zeitung, 09 de abril de 1895.
  11. Elly Herkenhoff e Maria Thereza Böbel. Famílias brasileiras de origem germânica. Volume VII. Publicação do Instituto Hans Staden. São Paulo: 1989