Carlos Kumlehn

De Memória CVJ
Revisão de 04h15min de 18 de novembro de 2022 por Masopias (discussão | contribs)
Ir para navegação Ir para pesquisar
Carlos Kumlehn
Partido(s) Partido Conservador (1837)
Legislatura 1ª legislatura Monárquica
Assinatura Frederico schlemm assina.png

Em Joinville, Carlos (Carl) Kumlehn foi vereador da , e 6ª Legislatura Monárquica e da 1ª Legislatura da Primeira República.

Vereador

  • 2ª Legislatura monárquica (1874-1877): Kumlehn foi eleito vereador em 1873, pelo partido conservador. Como foi o segundo mais votado, pelas leis vigentes Kumlehn assumiu o posto de vice-presidente da casa.[1][2]
  • 3ª Legislatura Monárquica (1877-1881): Ficando vereador suplente nas eleições, Carlos Kumlehn acabou sendo convocado devido a um processo judicial que suspendeu cinco vereadores por cerca de um mês.[3]
Magnifying glass 01.svg.png Ver artigo principal: Assembleia Legislativa Provincial versus Câmara de Joinville
  • 6ª Legislatura Monárquica (1887-1890): Nas eleições de 1886, disputando vaga pelo partido conservador, Carlos Kumlehn não ficou entre os 5 mais votados, que garantiram vaga na câmara sem disputar um segundo pleito. Nessa segunda oportunidade, Kumlehn fez 17 votos e foi eleito.[4]
  • 1ª Legislatura da Primeira República (1890-1891): Com o advento da república, a câmara municipal foi dissolvida e no seu lugar foi instaurado um conselho de intendência para cuidar dos assuntos municipais. Carlos Kumlehn foi um dos intendentenes nomeados pelo Interventor Lauro Müller.[5]

Eleições Perdidas

  • 1880 - 7 votos

Informações Biográficas

Vida na Europa e Imigração

Com 24 anos de idade, Carlos imigrou para a Colônia Dona Francisca vindo a bordo Brigue dinamarquesa Gloriosa, que chegou em setembro de 1851. N mesma embarcação vieram Haltenhoff e Bernardo Poschaan Júnior. Ele veio de Dassel, Hannover, com Auguste, de 18 anos, possivelmente sua irmã.[6]

Vida em Joinville

Carlos Kumlehn montou um hotel em Joinville, o hotel Kumlehn. Quando em 1865 o Dr. Carl Henschel veio medicar em Joinville, ele se estabeleceu nesse hotel. Situação semelhante se repetiu com o Dr. Wolff, que vindo de Itajaí, primeiro se estabeleceu no Hotel Kumlehn, até montar seu consultório em local adequado.

Carlos foi um dos dirigentes da Vertreterschaft, a junta de proprietários colonos (Conselho Comunal) na época em que a 1ª Legislatura atuava. Portanto, ele provavelmente esteve envolvido nas rixas entre as duas instituições.[7]

Família

O Palacete Schlemm, em construção em 1928.[8]

A esposa de Frederico Schlemm foi tia de Johann Colin (João Colin), pai de Max Colin e avô de Rolf Colin. Seu filho Alexandre Schlemm foi um dos sócios da empresa Luz e Força, que inagurou a energia elétrica em Joinville. Sua neta Thereza, filha de Alexandre, foi esposa de Plácido Olímpio de Oliveira. Seu filho Jorge foi aquele que edificou o Palacete Schlemm, que domina o panorama da rua do Príncipe, em frente à praça Nereu Ramos. O sobrenome também ficou marcado na memória da cidade com o futebol. O Ernestão, antigo estádio do JEC, tinha o nome de Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho.

Homenagens

Uma rua no bairro Bom Retiro, homenageia um Frederico Schlemm, sem dizer se é o Frederico imigrante ou um descendente.

Vereadores da 2ª Legislatura Monárquica
Carlos KumlehnCarlos MonichCarlos PatzschFernando RognerFrederico SchlemmFrederico LangeJürgen JürgensenMathias BeigelOttokar DörffelRudolfo Klatt




Pesquisador: Patrik Roger Pinheiro - Historiador | Registro Profissional 181/SC

Como Citar
Referência

PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Carlos Kumlehn. Memória CVJ, 2023. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Carlos_Kumlehn>. Acesso em: 3 de abril de 2025.

Citação com autor incluído no texto

Pinheiro (2023)

Citação com autor não incluído no texto

(PINHEIRO, 2023)

Se você tiver mais informações ou correções sobre o biografado e quiser compartilhá-las, por favor, entre em contato conosco usando os canais descritos nessa página (clique).


Referências

  1. Herkenhoff, Elly. Nossos Prefeitos - 1869-1903. Joinville: Prefeitura de Joinville, 1984.
  2. Artigo 168 da Constitução Federal de 1824.
  3. Noticias Locaes - Processo de Responsabilidade. Gazeta de Joinville, 2 de outubro de 1877.
  4. Sociedade de Amigos de Joinville. Álbum do Centenário de Joinville. 1951. Curitiba: Gráf. Mundial.
  5. Parte Official - Governo do Estado de Santa Catharina. República, de Florianópolis, 8 de janeiro de 1890. Visitado em 21/10/2022
  6. Listas de Imigrantes, Arquivo Histórico de Joinville.
  7. Ficker, Carlos. História de Joinville - Crônicas da Colônia Dona Francisca. Joinville: Letra D'água, 2003. ISBN: 85-87648-39-X
  8. Relatório Apresentado ao Conselho Municipal pelo Prefeito Dr. Ulysses Costa (1928), em guarda do Arquivo Historico de Joinville.