Rudolfo Klatt
| Rudolfo Klatt | |
| Partido(s) | Partido Conservador (1837) |
| Legislatura | 2ª e 4ª legislatura Monárquica |
| Assinatura | |
Em Joinville, Rudolf Jacob Wilhelm Klatt, foi vereador da 2ª e da 4ª Legislatura Monárquica.
Vereador
- 2ª Legislatura monárquica (1874-1877): Nas eleições de 1872, Klatt recebeu 123 votos no primeiro pleito. Realizada a apuração da votação, verificou-se que haviam 245 cédulas para Vereadores, mas somente 236 para Juízes de Paz. Diante dessa diferença de cédulas, os liberais, que perderam as eleições, subscreveram um protesto redigido por Frederico Lange, pedindo anulação do pleito.[1] Outra eleição ocorreu em fevereiro de 1873, mas esta também foi anulada.[2] A Câmara então recebeu outro ofício do presidente da província, marcando novas eleições para 2 de maio de 1873.[3] Nesse último pleito, Klatt recebeu 131 votos, ficando na suplência.[4] Como quatro vereadores estavam ausentes na sessão de 27 de novembro de 1876, Klatt foi convocado para participar dessa sessão, para completar o quórum necessário.[5]
- 4ª Legislatura monárquica (1881-1883): Conquistando 32 votos nas eleições de 1880, Klatt Ficou na suplência.[6] Como alguns vereadores ficaram impedidos de ocupar o cargo por um tempo, Klatt foi convocado a prestar o juramento na sessão de 5 de julho de 1881,[7] e tomou assento como vereador por algumas sessões.
Informações Biográficas
Rudolf nasceu em Horst, na Pomerânia, por volta de 1825. Ele morou na Catharinenstrasse (Estrada de Catarina, atual Getúlio Vargas).[9] Rudolf foi juiz de Paz em Joinville, em 1879.[10]
Na obra História de Joinville - Subsídios para a Crônica da Colônia Dona Francisca, Carlos Ficker menciona um Klatt que, em 1885, era tesoureiro da Cultur-Verein, uma sociedade que buscava promover o cultivo (cultura) e a indústria na Colônia. Também há um Klatt mencionado como sendo maçom e membro da Vertreterschaft, a junta de proprietários colonos que resistiu às determinações da Câmara de Vereadores no seu início. Ficker só menciona o sobrenome, mas é muito provável que se trate de Rudolf Klatt.[1]
Maçom
Klatt foi um dos membros fundadores da loja maçônica "Zur Deutschen Freundschaft" (À Amizade Alemã), que inaugurou a maçonaria em Joinville.[nota 1] Em 1962, Klatt consta como tesoureiro da loja "Amizade ao Cruzeiro do Sul".[11]
Morte
Rudolfo Klatt faleceu em 26 de janeiro de 1882, aos 56 anos de idade. Deixou viúva sua esposa Sofie e 4 filhos: Uma filha de 16 anos, outra de 14, um menino de 4 e outro que ainda não tinha 2 anos.[9]
| Como Citar |
| Referência
PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Rudolfo Klatt. Memória CVJ, 2025. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Rudolfo_Klatt>. Acesso em: 12 de dezembro de 2025. |
| Citação com autor incluído no texto
Pinheiro (2025) |
| Citação com autor não incluído no texto
(PINHEIRO, 2025) |
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Notas
- ↑ Esta Loja se uniu mais tarde à "Zum Südlichen Kreutze" (Ao Cruzeiro do Sul) para formar a "Deutsche Freundschaft Zum Südlichen Kreutze (Amizade Alemã ao Cruzeiro do Sul, mais tarde reduzido para Amizade ao Cruzeiro do Sul).
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Ficker, Carlos. História de Joinville - Crônicas da Colônia Dona Francisca. 2 Ed. Joinville: Impressora Ipiranga, 1965. ISBN: 8578020197
- ↑ Herkenhoff, Elly. Nossos Prefeitos - 1869-1903. Joinville: Prefeitura de Joinville, 1984.
- ↑ Ata da Sessão Ordinária de 21 de abril de 1873, em guarda do Arquivo Histórico de Joinville.
- ↑ Inland - Kolonie Dona Franziska. Kolonie Zeitung, 10 de maio de 1873.
- ↑ Ata da Sessão Ordinária de 27 de novembro de 1876, em guarda do Arquivo Histórico de Joinville.
- ↑ Edital. Gazeta de Joinville, 6 de julho de 1880. Visitado em 20/01/2023
- ↑ Ata da Sessão de 7 de julho de 1881, em guarda do Arquivo Histórico de Joinville.
- ↑ Aviso. Gazeta de Joinville, 1 de fevereiro de 1882. Visitado em 18/08/2023
- ↑ 9,0 9,1 Joincille - Óbitos - 1851-1866. Familysearch. Visitado em 18/08/2023
- ↑ Edital. Gazeta de Joinville, 13 de janeiro de 1880. Visitado em 18/08/2023
- ↑ Ciro Ehlke. A Maçonaria no Passado Histórico de Joinville. Edição do Arquivo Histórico de Joinville: 1990.