Mudanças entre as edições de "Frederico Schlemm"

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=Vereador=
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*'''1ª Legislatura monárquica (1869-1874):''' Nas eleições de 1868, Frederico Schlemm ficou na suplência, mas foi convocado em Abril 1873 para preencher o número legal de vereadores,<ref>Ata da Sessão Ordinária de 23 de abril de 1873, em guarda do Arquivo Historico de Joinville.</ref> provavelmente para assumir vaga deixada por [[Benno von Frankerberg]], que havia sido designado subdelegado de polícia e precisou deixar seu cargo na Câmara.<ref>Ata da Sessão Ordinária de 11 de abril de 1873, em guarda do Arquivo Historico de Joinville.</ref>
*'''1ª Legislatura monárquica (1869-1874):''' Nas eleições de 1868, Frederico Schlemm ficou na suplência, mas foi convocado em Abril 1873 para preencher o número legal de vereadores,<ref>Ata da Sessão Ordinária de 23 de abril de 1873, em guarda do Arquivo Historico de Joinville.</ref> provavelmente para assumir vaga deixada por [[Benno von Frankerberg]], que havia sido designado subdelegado de polícia e precisou deixar seu cargo na Câmara.<ref>Ata da Sessão Ordinária de 11 de abril de 1873, em guarda do Arquivo Historico de Joinville.</ref>
'''2ª Legislatura monárquica (1874-1877):'''


=Informações Biográficas=
=Informações Biográficas=
===Imigração===
===Imigração===
O suíço Jacob Richlin chegou à colônia Dona Francisca em julho de 1851, trazido pela embarcação Emma & Louise, sendo este o segundo desembarque de imigrantes na colônia Dona Francisca. Jacob tinha 28 anos na ocasião, e com ele veio sua esposa. Ele veio listado como sapateiro.<ref>[https://www.joinville.sc.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/Listas-de-imigrantes-de-Joinville-de-1851-a-1891-e-de-1897-a-1902.pdf Listas de Imigrantes], Arquivo Histórico de Joinville.</ref>
Frederico Schlemm imigrou para a Colônia Doa Francisca vindo a bordo do navio Emma e Louise, que chegou em maio de 1852. Ele tinha 26 anos na ocasião e veio com sua esposa Sophie Doris (21 anos). Vieram de Hameln (Hamelin), Hanôver e ele veio listado como fabricante de charutos.<ref>[https://www.joinville.sc.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/Listas-de-imigrantes-de-Joinville-de-1851-a-1891-e-de-1897-a-1902.pdf Listas de Imigrantes], Arquivo Histórico de Joinville.</ref> Hamelin é a cidade do [https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Flautista_de_Hamelin conto do flautista] que livra a cidade dos ratos, depois hipnotiza as crinças por falta de pagamento da cidade.


===Jacob e seu Curtume===
===Tragédia Familiar===
[[Arquivo:Jacbo richlin rua.jpg|288px|miniaturadaimagem|Rua Jacob, em vermelho no mapa de 1886]]
Carlos Ficker (1965, p.278) informa sobre um trsite incidente envolvendo a família de Schlemm, em 1873. Como uma epidemia de febra amarela grassou no Rio de Janeiro, para onde foi foram os filhos dele. Atingidos pela doença, foram à óbito.<ref name="Ficker"></ref>  
Fiel a profissão, Jacob continou trabalhando com couro. Segundo o historiador Dilney Cunha (2003, p.143):
Jacob utilizava a resina das folhas do mangue, planta abundante na região, para obter um couro resistente e sólido, com o qual confeccionava solas de sapato.<ref name="Suíços">Cunha, Dilney Fermino. Suíços em Joinville - O Duplo Desterro. 2 Ed. Joinville: Impressora Ipiranga, 2003. ISBN: 8578020197</ref>
Carlos Ficker (1965, p.86) dá outros detalhes sobre o cortume de Jacob, informando que este era:
(...) o primeiro curtume da Colônia, aproveitando uma pequena lagoa no local da hoje Rua Padre Carlos, na altura da Prefeitura Municipal. Descia do morro, hoje em parte aplainado e ocupado pelo Colégio Santos Anjos e pela sede do Corpo de Bombeiros, um riacho de águas límpidas e murmurantes à sombra de árvores seculares e densa vegetação. Os produtos dêsse curtume, couro de solas, constituiu a primeira mercadoria transportada, a lombo de burros, de Joinville, serra acima para Curitiba, em 15 de julho de 1865.<ref name="Ficker">Ficker, Carlos. História de Joinville - Crônicas da Colônia Dona Francisca. Joinville: Letra D'água, 2003. ISBN: 85-87648-39-X</ref>
O negócio prosperou. Na década de 1880, Jacob e seus filhos já tinham adquirido terras na margem esquerda do rio Cachoeira, na região do Boa Vista, para onde transferiram seu curtume.


===Morte===
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===Família===
===Família===
Jacob era pai de Gustavo Adolfo Richlin, superintendente de Joinville, cargo comparável ao de atual prefeito.<ref>Maria Cristina Dias. Casa Richlin, Um Negócio Comandado pela Família há Quatro Gerações. [https://web.archive.org/web/20221112030647/https://ndmais.com.br/noticias/casa-richlin-um-negaocio-comandado-pela-famailia-a-quatro-geraacaoes/ NDmais], arquivado do [https://ndmais.com.br/noticias/casa-richlin-um-negaocio-comandado-pela-famailia-a-quatro-geraacaoes/ original]. Visitado em 12/11/2022.</ref>
A esposa de Frederico Schlemm foi tia de [[Johann Colin]] (João Colin), pai de [[Max Colin]] e avô de [[Rolf Colin]]. Seu filho Alexandre Schlemm foi um dos sócios da empresa Luz e Força, que inagurou a energia elétrica em Joinville. Sua neta Thereza, filha de Alexandre, foi esposa de [[Plácido Olímpio de Oliveira]].  


=Homenagens=
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Edição das 15h41min de 17 de novembro de 2022

Frederico Schlemm
Partido(s) Partido Conservador (1837)
Legislatura 1ª legislatura Monárquica
Assinatura Frederico schlemm assina.png

Em Joinville, Frederico (Friedrich) Schlemm foi vereador da e 2ª Legislatura Monárquica.

Vereador

  • 1ª Legislatura monárquica (1869-1874): Nas eleições de 1868, Frederico Schlemm ficou na suplência, mas foi convocado em Abril 1873 para preencher o número legal de vereadores,[1] provavelmente para assumir vaga deixada por Benno von Frankerberg, que havia sido designado subdelegado de polícia e precisou deixar seu cargo na Câmara.[2]

2ª Legislatura monárquica (1874-1877):

Informações Biográficas

Imigração

Frederico Schlemm imigrou para a Colônia Doa Francisca vindo a bordo do navio Emma e Louise, que chegou em maio de 1852. Ele tinha 26 anos na ocasião e veio com sua esposa Sophie Doris (21 anos). Vieram de Hameln (Hamelin), Hanôver e ele veio listado como fabricante de charutos.[3] Hamelin é a cidade do conto do flautista que livra a cidade dos ratos, depois hipnotiza as crinças por falta de pagamento da cidade.

Tragédia Familiar

Carlos Ficker (1965, p.278) informa sobre um trsite incidente envolvendo a família de Schlemm, em 1873. Como uma epidemia de febra amarela grassou no Rio de Janeiro, para onde foi foram os filhos dele. Atingidos pela doença, foram à óbito.[4]

Morte

Richlin morreu em maio de 1901. Uma nota no jornal República, de Florianópolis, noticiou sua morte, citando-o como um respeitável e honrado ancião.[5]

Família

A esposa de Frederico Schlemm foi tia de Johann Colin (João Colin), pai de Max Colin e avô de Rolf Colin. Seu filho Alexandre Schlemm foi um dos sócios da empresa Luz e Força, que inagurou a energia elétrica em Joinville. Sua neta Thereza, filha de Alexandre, foi esposa de Plácido Olímpio de Oliveira.

Homenagens

A Rrua Jacob Richlin, vista a partir da Rua do Príncipe.

Uma rua no centro de Joinville, que sai da rua do Príncipe, homenageia o vereador Jacob Richlin.

Vereadores da 1ª Legislatura Monárquica
Adolph HaltenhoffBenno von FrankenbergBernardo Poschaan Jr.Carlos MonichFrederico JordanFrederico LangeFrederico SchlemmJacob RichlinJean BauerLudovico von LaspergOttokar Dörffel
Vereadores da 2ª Legislatura Monárquica
Carlos KumlehnCarlos MonichCarlos PatzschFernando RognerFrederico SchlemmFrederico LangeJürgen JürgensenMathias BeigelOttokar DörffelRudolfo Klatt




Pesquisador: Patrik Roger Pinheiro - Historiador | Registro Profissional 181/SC

Como Citar
Referência

PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Frederico Schlemm. Memória CVJ, 2023. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Frederico_Schlemm>. Acesso em: 3 de abril de 2025.

Citação com autor incluído no texto

Pinheiro (2023)

Citação com autor não incluído no texto

(PINHEIRO, 2023)

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Referências

  1. Ata da Sessão Ordinária de 23 de abril de 1873, em guarda do Arquivo Historico de Joinville.
  2. Ata da Sessão Ordinária de 11 de abril de 1873, em guarda do Arquivo Historico de Joinville.
  3. Listas de Imigrantes, Arquivo Histórico de Joinville.
  4. Erro de citação: Marca <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas Ficker
  5. Jacob Richlin. República, 7 de maio de 1901. Visitado em 11/11/2022