Carlos Kumlehn
Carlos Kumlehn | |
Partido(s) | Partido Conservador (1837) |
Legislatura | 1ª legislatura Monárquica |
Assinatura | ![]() |
Em Joinville, Carlos (Carl) Kumlehn foi vereador da 2ª, 3ª e 6ª Legislatura Monárquica e da 1ª Legislatura da Primeira República.
Vereador
- 2ª Legislatura monárquica (1874-1877): Kumlehn foi eleito vereador em 1873, pelo partido conservador. Como foi o segundo mais votado, pelas leis vigentes Kumlehn assumiu o posto de vice-presidente da casa.[1][2]
- 3ª Legislatura Monárquica (1877-1881): Ficando vereador suplente nas eleições, Carlos Kumlehn acabou sendo convocado devido a um processo judicial que suspendeu cinco vereadores por cerca de um mês.[3]
Ver artigo principal: Assembleia Legislativa Provincial versus Câmara de Joinville
- 6ª Legislatura Monárquica (1887-1890): Nas eleições de 1886, disputando vaga pelo partido conservador, Carlos Kumlehn não ficou entre os 5 mais votados, que garantiram vaga na câmara sem disputar um segundo pleito. Nessa segunda oportunidade, Kumlehn fez 17 votos e foi eleito.[4]
- 1ª Legislatura da Primeira República (1890-1891): Com o advento da república, a câmara municipal foi dissolvida e no seu lugar foi instaurado um conselho de intendência para cuidar dos assuntos municipais. Carlos Kumlehn foi um dos intendentenes nomeados pelo Interventor Lauro Müller.[5]
Eleições Perdidas
- 1880 - 7 votos
Informações Biográficas
Vida na Europa e Imigração
Com 24 anos de idade, Carlos imigrou para a Colônia Dona Francisca vindo a bordo Brigue dinamarquesa Gloriosa, que chegou em setembro de 1851. N mesma embarcação vieram Haltenhoff e Bernardo Poschaan Júnior. Ele veio de Dassel, Hannover, com Auguste, de 18 anos, possivelmente sua irmã.[6]
Vida em Joinville
Carlos Kumlehn montou um hotel em Joinville, o hotel Kumlehn. Quando em 1865 o Dr. Carl Henschel veio medicar em Joinville, ele se estabeleceu nesse hotel. Situação semelhante se repetiu com o Dr. Wolff, que vindo de Itajaí, primeiro se estabeleceu no Hotel Kumlehn, até montar seu consultório em local adequado.
Carlos foi um dos dirigentes da Vertreterschaft, a junta de proprietários colonos (Conselho Comunal) na época em que a 1ª Legislatura atuava. Portanto, ele provavelmente esteve envolvido nas rixas entre as duas instituições.[7]
Família

A esposa de Frederico Schlemm foi tia de Johann Colin (João Colin), pai de Max Colin e avô de Rolf Colin. Seu filho Alexandre Schlemm foi um dos sócios da empresa Luz e Força, que inagurou a energia elétrica em Joinville. Sua neta Thereza, filha de Alexandre, foi esposa de Plácido Olímpio de Oliveira. Seu filho Jorge foi aquele que edificou o Palacete Schlemm, que domina o panorama da rua do Príncipe, em frente à praça Nereu Ramos. O sobrenome também ficou marcado na memória da cidade com o futebol. O Ernestão, antigo estádio do JEC, tinha o nome de Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho.
Homenagens
Uma rua no bairro América, leva o nome de rua Karl Kumlehn.
Vereadores da 1ª Legislatura da Primeira República |
Carlos Kumlehn • Ernesto Canac • Frederico Brüstlein • Fernando Rogner • Henrique Jordan • João Eugênio Moreira Jr. • Victorino de Souza Bacellar |
Pesquisador: Patrik Roger Pinheiro - Historiador | Registro Profissional 181/SC
Como Citar |
Referência
PINHEIRO, Patrik Roger. Biografia de Carlos Kumlehn. Memória CVJ, 2023. Disponível em: <https://memoria.camara.joinville.br/index.php?title=Carlos_Kumlehn>. Acesso em: 3 de abril de 2025. |
Citação com autor incluído no texto
Pinheiro (2023) |
Citação com autor não incluído no texto
(PINHEIRO, 2023) |
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Referências
- ↑ Herkenhoff, Elly. Nossos Prefeitos - 1869-1903. Joinville: Prefeitura de Joinville, 1984.
- ↑ Artigo 168 da Constitução Federal de 1824.
- ↑ Noticias Locaes - Processo de Responsabilidade. Gazeta de Joinville, 2 de outubro de 1877.
- ↑ Sociedade de Amigos de Joinville. Álbum do Centenário de Joinville. 1951. Curitiba: Gráf. Mundial.
- ↑ Parte Official - Governo do Estado de Santa Catharina. República, de Florianópolis, 8 de janeiro de 1890. Visitado em 21/10/2022
- ↑ Listas de Imigrantes, Arquivo Histórico de Joinville.
- ↑ Ficker, Carlos. História de Joinville - Crônicas da Colônia Dona Francisca. Joinville: Letra D'água, 2003. ISBN: 85-87648-39-X
- ↑ Relatório Apresentado ao Conselho Municipal pelo Prefeito Dr. Ulysses Costa (1928), em guarda do Arquivo Historico de Joinville.
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